Imagine poder carregar um carro elétrico no mesmo tempo que leva para abastecer um veículo a combustão. Parece coisa do futuro? Pois é exatamente isso que a BYD acaba de anunciar! Com um novo sistema ultrarrápido, a montadora chinesa promete recarregar uma bateria completamente em apenas 5 minutos.
Esse avanço chega logo após outro grande anúncio do mundo tech: a startup DeepSeek surpreendeu ao afirmar que atingiu níveis semelhantes aos das Big Techs no desenvolvimento de inteligência artificial, mas com investimentos muito menores. Agora, a BYD traz sua própria revolução para o mercado de veículos elétricos.
O Que Faz Esse Carregador Ser Tão Rápido?
Chamado de Super e-Plataform, o carregador atinge uma potência de 1 megawatt (1.000 kW) e uma velocidade de carregamento de até 2 quilômetros por segundo. Para ter uma ideia do impacto, com poucos minutos de recarga, já seria possível rodar cerca de 400 quilômetros — o dobro do que a Tesla, principal concorrente da BYD, conseguiu até agora.
Uma Nova Era para os Carros Elétricos
Segundo Milad Kalume Neto, consultor independente do setor automotivo, essa inovação pode finalmente eliminar uma das maiores barreiras para a adoção em massa dos elétricos: o tempo de recarga. “A grande questão é fazer com que os carros aceitem essa carga de alta capacidade. Os modelos atuais não estão prontos para isso. É como tentar carregar um carro de 110V em uma tomada de 220V”, explica.
Hoje, alguns veículos já suportam recargas rápidas, mas em níveis bem inferiores. O Porsche Taycan e o Audi E-tron GT, por exemplo, aceitam no máximo 270 kW — bem abaixo do que o novo sistema da BYD promete entregar.
A princípio, a tecnologia será lançada na China, com os modelos Han L e Tang L (conhecido no Brasil como Tan) já em pré-venda. Ainda não há previsão para a chegada dessa tecnologia ao Brasil, mas o impacto pode ser gigante quando isso acontecer.
Infraestrutura de Recarga: Estamos Prontos?
Para que essa inovação funcione na prática, não basta apenas que os carros evoluam. Os postos de recarga também precisam estar preparados. Pensando nisso, a BYD desenvolveu o primeiro sistema de carregamento de megawatt ultrarrápido com resfriamento líquido, capaz de atingir até 1.360 kW de potência.
A montadora já anunciou planos ambiciosos: “No futuro, planejamos construir mais de 4.000 estações de recarga ultrarrápidas na China”, disse Lian Yubo, vice-presidente executivo da BYD. Especialistas acreditam que essa transformação pode acontecer rapidamente, em um ou dois anos.
E o Brasil?
No Brasil, um dos desafios é a capacidade do sistema elétrico em fornecer energia suficiente para suportar essa tecnologia. Atualmente, a Volvo lidera a expansão da infraestrutura de recarga de alta potência no país, com mais de 50 estações já instaladas e planos para construir outras 101 em rodovias.
No entanto, o CEO da Volvo, Marcelo Godoy, já alertou que encontrar locais com capacidade elétrica adequada tem sido um grande obstáculo. Em muitos casos, a própria montadora precisou investir em infraestrutura para viabilizar as estações de recarga. Para uma rede ainda mais potente, como a da BYD, os desafios seriam ainda maiores.
Quem Está Liderando o Mercado?
O Tesla Model Y foi o carro elétrico mais vendido do mundo em 2024, com 1,09 milhão de unidades comercializadas. Já a BYD aparece em nono lugar, com 570.000 unidades do modelo Song. Mas quando se trata de participação de mercado, a BYD já ultrapassa a Tesla: enquanto a empresa de Elon Musk detém cerca de 10% do mercado global de elétricos, a BYD domina 22%.
No Brasil, onde a Tesla ainda não tem representação oficial, a BYD reina absoluta. Em 2024, a marca alcançou impressionantes 72% de participação no mercado de elétricos, com 43.776 veículos vendidos. Em segundo lugar ficou a GWM, com 10,52%.
O Que Esperar do Futuro?
Se a tecnologia da BYD realmente cumprir o que promete, os carros elétricos podem finalmente deixar para trás a última grande vantagem dos veículos a combustão: a rapidez no abastecimento. Mas, para que isso aconteça, a infraestrutura global precisará evoluir no mesmo ritmo.
E você, acha que esse avanço pode acelerar a transição para os elétricos? Ou os desafios de infraestrutura ainda vão segurar essa revolução?